SEO vs GEO: de uma lista de resultados de pesquisa para a resposta direta da inteligência artificial

4 de outubro de 2026

GEO: como colocar uma marca nas respostas da inteligência artificial

A pesquisa mudou. E as marcas, acompanharam essa alteração?

Até há bem pouco tempo, quem procurava um restaurante ou um turismo rural na Serra de São Mamede abria o Google, percorria uma página com uma lista de links, via aqueles que lhe chamavam mais à atenção e tomava uma decisão. Hoje, cada vez mais as pessoas fazem a pergunta diretamente a uma inteligência artificial: “Onde posso passar um fim de semana tranquilo no Alto Alentejo?” De uma forma praticamente imediata recebem uma resposta pronta, com dois ou três nomes recomendados.

A escala já não é marginal. O ChatGPT chegou aos 900 milhões de utilizadores semanais em fevereiro de 2026¹. Os resumos de IA do Google (AI Overviews) ultrapassaram os 2,5 mil milhões de utilizadores mensais em maio².

Em Portugal, a adesão já está acima da média europeia. Segundo o INE, 38,7% das pessoas entre os 16 e os 74 anos usaram ferramentas de IA entre maio e agosto de 2025³, contra 33% na União Europeia⁴. Entre os 25 e os 34 anos, o valor sobe para 62,6%³, e um estudo da Bain & Company indica que 62% dos portugueses usam IA generativa com regularidade⁵.

Por isso, neste momento, a pergunta para qualquer negócio passou a ser outra. Quando alguém pede uma recomendação à IA, qual a marca que aparece? É aqui que entra o GEO.

GEO e SEO, qual a diferença?

GEO (Generative Engine Optimization, ou otimização para motores generativos) consiste em preparar a presença digital de uma marca para que as ferramentas de IA a encontrem, compreendam e citem nas suas respostas. Falamos de ferramentas como o ChatGPT, do Gemini, do Claude, do Perplexity e até mesmo os resumos IA do Google.

O SEO tradicional procura colocar uma página no topo de uma lista de resultados, por outro lado o GEO procura adicionar a marca dentro da própria resposta. Segundo a BrightEdge, apenas cerca de 17% das fontes citadas nos resumos de IA do Google estão também no top 10 orgânico para a mesma pesquisa⁶, ou seja, estar na primeira página do Google já não garante ser recomendado pela IA.

A boa notícia é que o GEO não substitui o SEO, constrói-se a partir do SEO. Um site rápido, bem estruturado e com bom conteúdo continua a ser a base de tudo.

O GEO está hoje onde o SEO estava há quinze anos, quem começa cedo cria uma vantagem que depois é difícil de recuperar. A diferença é que, desta vez, a evolução está a acontecer muito mais depressa.

Fontes

  1. 1.OpenAI, número de utilizadores semanais do ChatGPT anunciado em fevereiro de 2026. anúncio reportado pela TechCrunch
  2. 2.Google, discurso de abertura de Sundar Pichai no Google I/O 2026, maio de 2026. Ver fonte
  3. 3.INE – Instituto Nacional de Estatística, Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2025, novembro de 2025. Ver fonte
  4. 4.Eurostat, “Use of artificial intelligence by individuals”, dados de 2025. Ver fonte
  5. 5.Bain & Company, “European Consumer Gen AI Sentiment & Behaviour”, último trimestre de 2025. estudo reportado pelo Jornal Económico
  6. 6.BrightEdge, “AI Overviews at the one-year mark: presence, size and citations”, 2026. Ver fonte